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“A ESTAL ensinou-me a querer aprender sempre mais”

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“A ESTAL ensinou-me a querer aprender sempre mais”

Ana Marta Kaufmann tem 22 anos, é diplomada em Artes Performativas pela ESTAL e actualmente integra, enquanto actriz e assistente de encenação, a Companhia de Teatro O Sonho. Parte do seu percurso enquanto estudante universitária foi realizado em Espanha, ao abrigo do programa Erasmus+, na ESAD - Escuela Superior de Arte Dramático de Málaga, instituição de ensino superior com a qual a ESTAL mantém uma estreita relação.

Escolheu a ESTAL, pela “multidisciplinaridade do plano de estudos” referindo que “as competências adquiridas que me são úteis profissionalmente são sobretudo as diferentes e variadas técnicas interpretativas e corporais do trabalho prático do performer. Enquanto actriz, posso recorrer ao método que me for mais frutífero para me aproximar de determinada personagem. Por outro lado, saliento a importância da cadeira de Produção, relevante para nos tornar pragmáticos em relação aos determinados departamentos envolvidos na realização de um objecto artístico.”

– Além das competências técnicas que valores te transmitiram na ESTAL?

A ESTAL e o corpo docente que me leccionou ensinaram-me a ser muito independente e a procurar sempre fundamentar o meu trabalho, a vários níveis, inclusive ético. Para além disso, incutiram-me a insaciabilidade no tocante à exploração de diferentes referências artísticas e ao aprofundamento das de maior realização pessoal.

– Sempre quiseste trabalhar nesta área?

Quase sempre.

– Houve algum momento ou professor que te tenha marcado?

É impossível destacar um momento ou professor, uma vez que vários foram positivamente marcantes.

– Durante o curso tiveste oportunidade de participar em trabalhos através das parcerias da escola? Como correu?

No âmbito do 2º ano, tivemos a oportunidade de criar uma performance site specific no EKA Palace; foi um processo custoso, uma vez que o grupo teve de se orientar conjuntamente e chegar a diversos consensos, tanto na parte da criação como produção.

No âmbito do 3º ano e a convite do professor Pedro Sena Nunes, eu e a Vaniny Alves fomos convidadas para participar na performance de abertura do Festival InShadow com a companhia belga t.r.a.n.s.i.t.s.c.a.p.e, no São Luiz. Este foi um projecto maravilhoso de entendimento e empenho muito cúmplices com os criadores belgas, sempre disponíveis para valorizar a nossa exploração e cunho pessoal na performance.

– Que conselhos darias aos alunos que estão a frequentar a licenciatura que concluiste?

Cada professor, colega, aula, ensaio e espectáculo, na escola e fora dela, são elementos propícios para fomentar descobertas muito ricas, tanto pessoais como colectivas, portanto aconselho a usufruir e a desfrutar ao máximo do percurso académico, especial neste curso por ser um constante laboratório prático artístico, dependente de uma grande entrega.

– Sintetiza numa frase, o que a significa a ESTAL para ti?

A ESTAL ensinou-me a querer aprender sempre mais, com capacidade de autonomia e sensibilidade para comigo e quem me rodeia.

– E agora, onde te podemos ver?

Com a companhia fazemos espectáculos diários para as escolas e a temporada termina já este mês. Para além disso, este ano lectivo tive a oportunidade de colaborar como assistente de encenação do Claudio Hochman para o grupo de teatro dos funcionários do Banco de Portugal; a peça que andamos a preparar intitula-se "BrinCadeiras" e será apresentada nos dias 8 e 9 de Junho, no Auditório Camões.