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“A ESTAL representa basicamente tudo o que hoje sou como designer”

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“A ESTAL representa basicamente tudo o que hoje sou como designer”

Marta d’Almeida tem 25 anos, é licenciada em Design de Comunicação pela ESTAL e trabalha actualmente na Nouha. Ficou, recentemente, entre os 30 primeiros classificados no concurso Navigator Paper Global Talent Design Contest, tendo o seu trabalho sido considerado o melhor entre os alunos da ESTAL a concurso. Aproveitámos a oportunidade para sabermos o que a levou a escolher a ESTAL depois de terminado o ensino secundário e que competências adquiriu ao longo dos três anos do curso.

“Quando terminei o ensino secundário sabia que o que queria era ser designer, não sabia onde. Após pesquisar bastante entre as faculdades que leccionavam o curso de design gráfico/comunicação e os respectivos planos de estudo, optei pela estal por ser aquela que ia mais ao encontro dos meus gostos e dos conhecimentos que pretendia adquirir. Cadeiras como desenho e desenho vectorial, sistemas e técnicas de representação e webdesign fascinaram-me logo desde cedo. Por isto, posso afirmar que o principal motivo que me levou a escolher a estal foi o seu plano de estudos tão organizado e cativante para qualquer pessoa que ambicione ser designer.

Considero hoje que cerca de 85% dos conhecimentos que adquiri na ESTAL são fundamentais na função que desempenho numa agência, senão mais. Desde a criação de logotipos, branding, packaging até às competências mais pessoais como a confiança que aprendi a ter em mim mesma e no meu trabalho.“


Quisemos ainda saber que valores a ESTAL lhe transmitiu para além das competências técnicas.

“Na ESTAL, acima de tudo, aprende-se a confiar em nós mesmos. A trabalhar (imenso!) para que o sucesso sempre nos acompanhe.”

– Sempre quis trabalhar nesta área?

Não, nem sempre foi este o meu sonho. Talvez na altura ainda não fosse madura o suficiente para saber que ser designer era o que realmente queria fazer da vida. Mas o importante é que quando chegou o momento de dar o grande passo soube exactamente como queria ser feliz.

– Houve algum momento ou professor que o tenha marcado?

Sem dúvida. O professor Rui Santos representou na minha educação um ponto muito forte. Foi um dos professores que mais me marcou e que mais me inspirou a ser a designer que hoje sou. É uma referencia. Se algo no meu trabalho não estava da melhor forma possível, o professor nunca me falhou uma explicação. Assim como naqueles momentos de menor motivação (que também os há, claro) conseguiu sempre cativar qualquer aluno e dar-lhe força para ser melhor e fazer melhor! Será sempre alguém que irei recordar e mencionar com muita admiração. Para além dele, recordo também o professor Springer, que foi quem me ajudou a mudar de um estilo de desenho mais artístico (e talvez irreal) para um estilo de desenho mais útil à função de designer. Um estilo de desenho que hoje é imprescindível no meu dia a dia como designer – um estilo mais rápido, mais esboçado, mais realista. E, claro, a professora Fabiana, que no último ano da faculdade demonstrou uma admiração pelo meu trabalho que ainda hoje me motiva a ser melhor. Uma pessoa que sabe valorizar aquilo que faço com tanto esforço e dedicação.

– Durante o curso teve oportunidade de participar em trabalhos através das parcerias da escola? Como correu?

Recordo o primeiro semestre do terceiro ano. No terceiro ano ninguém tem tempo para parar um segundo. Foi nesse semestre que foi proposto à turma a realização de um website para uma loja local. Após muito pesquisar escolhi a Maria Cacao, uma chocolataria gourmet em Oeiras. Ao inicio estava com imenso receio. Tinha medo da primeira interacção com clientes a sério, medo de falhar com o próprio trabalho e de me desiludir a mim mesma. No final tudo correu melhor do que o esperado! Adorei o trabalho, correu muitíssimo bem. A interação com os primeiros clientes foi óptima e o site, para primeiro site alguma vez feito, ficou muito do meu agrado e mais importante ainda, ficou do agrado dos clientes.

 – Que conselhos daria aos alunos que estão a frequentar a licenciatura que concluiu?

O conselho que deixo é o seguinte: Aproveitem. O tempo voa mesmo, não é só o que dizem, voa de verdade. Não deixem dúvidas por esclarecer. Perguntem tudo e mais alguma coisa mesmo que pareça a maior parvoíce. Questionar é bom. Foi assim que melhor aprendi. A perguntar e a errar. Façam erros. Aprendam com eles. Desta forma irão certamente conseguir criar um portfolio forte e quando entrarem no mercado de trabalho estarão certamente preparados para qualquer situação que possam enfrentar, seja ela positiva ou negativa. E não comecem a pensar no vosso portfolio só no final do curso! Foquem-se nele desde o primeiro dia.

– Sintetize numa frase, o que significa a ESTAL para si?

A ESTAL representa basicamente tudo o que hoje sou como designer, e em grande parte, como pessoa também. Na estal, nestes 3 últimos anos, cresci, conheci pessoas excepcionais que contribuíram muito para que tal fosse possível. Umas que ainda hoje me acompanham, outras que nem tanto mas que sempre irei recordar com muito carinho e que me ajudaram muito a ser quem sou – a ver o mundo com outros olhos e a criar com outra mentalidade.

Marta d’Almeida Design