
Ricardo Toscano, professor de saxofone no curso de Jazz e Música Moderna da ESTAL, que, na passada sexta-feira esgotou o CCB, deu uma entrevista à revista Sábado onde aborda, entre outros temas, o seu percurso enquanto músico.
Ricardo Toscano tem 22 anos, toca saxofone e é um fenómeno de popularidade na cena jazz portuguesa. Era suposto ter dado um concerto em Lisboa no fim de Novembro, mas acabou por dar três. Como o primeiro (no dia 28) no Pequeno Auditório da Culturgest esgotou um mês antes, foi marcada uma segunda data (27), que também esgotou, e ainda uma terceira, no novo Maxime Sur Mer (26).
Ricardo Toscano descansou finalmente no domingo, tocou num bar de Lisboa na segunda-feira e conversou com o GPS nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian na manhã seguinte.
Quem não o viu tem agora duas oportunidades para confirmar ao vivo o seu talento: na sexta-feira, 12, toca com o seu quarteto no CCB, em Lisboa, e a 23 está no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, a convite de José Duarte, do Cinco Minutos de Jazz, assinalando o 50.º aniversário do seu programa de rádio. O divulgador considera-o "apenas" o melhor saxofonista português da actualidade.
Tem a agenda sempre tão ocupada?
Não. Volta e meia toco no Hot Club Portugal (HCP) como sideman, mas a minha banda toca pouco. Agora o meu pianista vai regressar de Amsterdão, onde vive, e vamos tocar mais.
Que idade têm os quatro?
O João Lopes Pereira [bateria] tem 21, o Romeu Tristão [contrabaixo] acho que tem 24 e o João Pedro Coelho [piano] tem 22, como eu.
Como reagiu quando soube que o concerto esgotara um mês antes?
Pensei 'fogo, alta cena', mas também pensei 'bem, a sala é pequena' [145 pessoas]. Perguntaram-me se preferia uma segunda data ou passar para a sala grande. Preferi ter dois concertos em salas pequenas mas cheias a ter um numa sala grande com metade do público. Fiquei muito contente. Senti que temos algum carinho do público.
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