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Entrevista Ana Lorenzo Fontenla

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Entrevista Ana Lorenzo Fontenla

Ana Lorenzo Fontenla, tem 25 anos, é licenciada em Interpretação pela Escuela Superior de Arte Dramática da Galiza e está neste momento a realizar um estágio de cinco meses na ESTAL, no âmbito do Programa de mobilidade Erasmus+. Nesta sua passagem por Lisboa e pela ESTAL, irá participar na Criação de Espectáculo II, da professora Susana Vidal, com os alunos do 3.º ano da licenciatura em Artes Performativas.

Já conhecias Portugal?
— Sim. Estive por diversas vezes no Porto, porque é muito próximo de Vigo, vou lá muitas vezes propositadamente para ver teatro. Gosto muito da cidade. A primeira vez, fui com dois amigos, no meu dia de anos. Fomos ver a peça “Femina Sapiens” e também estivemos numa festa na Casa Viva, que entretanto fechou, mas que era um lugar de encontro entre diferentes ramos artísticos.

E a Lisboa?
— Em Lisboa estive no ano passado, durante o Verão, por cinco dias. Ao início foi mais difícil encontrar lugares que me interessassem, mais alternativos, como a Casa Viva, mas fiquei com vontade de voltar e com curiosidade em descobrir mais.

Foi por isso que voltaste?
— Sim! Decidi voltar em Erasmus. Por essa razão, mas também por gostar da cidade, da comida e da programação cultural, que, comparando com Espanha, é talvez mais diversificada e mais barata, seguramente.

Como conheceste a ESTAL?
— Conhecia através de duas alunas da ESAD, a Camila e a Noa, que fizeram Erasmus na ESTAL. Fiquei entusiasmada porque me disseram que iria encontrar um estudo mais próximo da performance, numa linha mais contemporânea, que é o que eu procuro.

Como tem sido a experiência?
— Muito boa! Estou feliz por estar em Lisboa e por estar a trabalhar, neste momento, textos da Angelica Lidde, uma dramaturga e directora espanhola que aprecio. Trabalhar com a professora Susana Vidal é um privilégio também.

Para além do estágio na ESTAL que projectos estás a desenvolver em Lisboa?
— Neste momento, estou a preparar uma performance para apresentar no espaço Gaivotas 6. Na verdade, na casa de banho do espaço Gaivota 6...

Do que se trata?
— É uma performance que resulta de uma residência artística que frequentei num antigo matadouro de Madrid, o Matadero, com a Companhia Matarile. Muito resumidamente, é uma apresentação pensada para receber o público antes do espectáculo que vai assistir. Trata questões de género. Há uma voz off que me acompanha.

— Não contes mais.
— Sim! Obrigada!
— Obrigado nós!