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EMPREGABILIDADE ESTAL

 

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“Mais do que competências técnicas, a ESTAL deu-me autonomia enquanto artista”

João tem 20 anos, é actor e foi aluno da licenciatura em Artes Performativas da ESTAL entre 2015 e 2017. Neste momento, organiza a sua vida “de projecto a projecto, com todas as incertezas que este modo de vida profissional traz” e prepara-se para integrar o elenco de “Alice no País das Maravilhas no Gelo”, que estará em cena de 23 de Novembro a 7 de Janeiro no Mar Shopping, em Matosinhos.

Enquanto aluno da ESTAL participou em diversos projectos profissionais, nomeadamente no Teatro Tivoli com “Partimos, Vamos, Somos” e “Terra dos Sonhos”, ambos com encenação de Matilde Trocado.

“Tenho, desde então, procurado manter-me em constante procura de trabalho, e igualmente motivado no que diz respeito a processos de criação pessoal. Para estrear ainda em Dezembro deste ano, estarei envolvido no “Fundo da Garrafa – O Musical”, projecto cujo texto dramatúrgico e composição e adaptação musical são da minha autoria e que contará com a encenação da, também recém-licenciada pela ESTAL, Solange Brás. Alguns outros projectos de teatro musical, como autor e actor são o que pretendo daqui para frente, e, talvez também faça uma passagem pelo mundo literário, quem sabe?”.

Refere que escolheu a licenciatura em Artes Performativas da ESTAL pela “variedade, diversidade e transdisciplinaridade que o curso transporta nas suas cadeiras. Mais do que competências técnicas, a ESTAL deu-me autonomia enquanto artista, enquanto simultaneamente me ensinou sobre integridade, dentro e fora do palco. Cresci como pessoa e como artista e encontrei a minha voz artística. Para além de me fazer perceber de que teatro é amor, fui constantemente vacinado em humildade e generosidade, dois dos valores mais essenciais para o actor que está constantemente numa luta contra o seu ego.

Quisemos ainda saber se sempre quis trabalhar nesta área, a resposta foi imediata: “Sempre. Sinto que foi o que sempre almejei no meu subconsciente, acho que mesmo antes de eu próprio o saber. Desde da altura em que cantava em cima da mesa de bilhar do meu avô até às performances de Stand-up Comedy (sem muita piada) ainda em cima dessa mesma mesa de bilhar – isto, fica dito, aconteceu em décadas diferentes”.

Sobre o corpo docente da ESTAL, refere: “Todos os meus professores me deram algo de importante, quer em formato de conselhos, críticas construtivas, ou mesmo um simples “não desistas”. Algumas dessas intervenções aconteceram em alturas cruciais do meu processo de aprendizagem. Todos esses momentos e pessoas são especiais e ficarão eternos no meu coração. Mas não poderia deixar de dar o meu mais tremendo obrigado à Sofia Soromenho e ao Bernardo Gama, bem como à Matilde Trocado e ao Artur Guimarães”.

Durante o período da licenciatura João teve oportunidade de participar em trabalhos “foram os próprios docentes que me abriram as portas do meio, possibilitando não só como professores, mas como colegas de trabalho, a que nos juntássemos a eles e ao circuito.”

Para terminar quisemos saber que conselhos daria aos actuais e novos alunos da ESTAL:

“Absorvam cada conselho de cada professor em cada aula. Leiam muito, vão ao teatro e “roubem” tudo. O material para o teatro é a vida, e o material está em todo o lado, já dizia a sábia Maria João Rocha. A ESTAL para mim é a melhor underdog story, um local pequeno e pacato em que a família e a resiliência são mais do que o prato do dia, são o lema”.

Cada professor, colega, aula, ensaio e espectáculo, na escola e fora dela, são elementos propícios para fomentar descobertas muito ricas, tanto pessoais como colectivas, portanto aconselho a usufruir e a desfrutar ao máximo do percurso académico, especial neste curso por ser um constante laboratório prático artístico, dependente de uma grande entrega.